quarta-feira, 4 de março de 2009

O percurso epistemológico do conceito de ética ao longo da história. (Em construção...)

Aristóteles se tornou o primeiro filósofo a sistematizar um complexo estrutural gnosiológica codificado pelo conceito de ética. Para Aristóteles, a principal função da ética está em delimitar o bom e o ruim para o homem, sendo que a dualidade corpo-mente se arquiteta como o principio basilar de seu sistema teórico. De acordo com ele, toda arte e saberes humanos tendem para o bem, materializado na elevação do pensamento e escravização do corpo a alma. Apenas se compreenderá o bom e o belo quando esquecermos as tensões corpóreas e concentramo-nos singularmente na arte do pensar. Logo, fica nítido o caráter negativo e involucionário atribuído as atividades laborais na Grécia Antiga, aliás, é digno de nota que estas atividades apenas poderiam ser realizadas pelos escravos, pois os homens de bem se responsabilizariam pelas verdadeiras atividades humanas, o pensar, filosofar. Nas palavras de Aristóteles (1996, p.13): “a excelência humana significa, dizermos nós, a excelência não do corpo, mas da alma, e também dizermos que a felicidade é uma atividade da alma”. Devido a estas características, destacamos o fato de a ética de Aristóteles ser uma ética adaptativa, a qual não buscava transformar a realidade, mas enraizar seus indivíduos acriticamente em seu interior, ou seja, se dirigia para a contemplação.



Fonte: http://www.efdeportes.com/efd129/a-etica-revisitada-olhares-atraves-da-historia.htm

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