sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tecnologias da Informação: o profissional e o mercado de trabalho

A evolução tecnológica pode ocasionar o desemprego em vários setores. Embora não se deva impedir que a população receba os benefícios facilitadores da utilização da tecnologia da informação, a sociedade deve ter consciência da necessidade de se evitar tal problema. Para isto, a princípio, duas alternativas, não excludentes, se apresentam: a redução da jornada de trabalho e/ou a criação de mecanismos de migração da mão-de-obra dispensada pela utilização da tecnologia.

As transformações tecnológicas ocasionam, também, mudanças no perfil de emprego dos profissionais de informática, com funções desaparecendo e outras se modificando permanentemente. Com isso, faz-se necessário que o profissional faça um planejamento que permita a constante reciclagem. Além disso, torna-se necessário o conhecimento sobre gestão empresarial reduzindo, assim, o peso da tecnologia em sua formação, ampliando o leque de oportunidades de colocação no mercado de trabalho.

Para atender ao quadro atual, existe a necessidade da reformulação curricular dos cursos de graduação em informática, ampliando-se a formação do aluno nas questões gerenciais, sociais e humanas. A atividade extensionista e de pesquisa deve ser fomentada, permitindo a constante atualização através de cursos de extensão e a identificação de novas tecnologias.



fonte: http://www.revistatemalivre.com/informatica08.html

TG5 - O profissional e o mercado de trabalho

Ciência da Computação: O estudante de Ciência da Computação é preparado para resolver problemas reais, aplicando soluções que envolvam computação, independente de qual seja o ambiente (comercial, industrial ou científico). Quem se forma nesta área, tem uma variedade grande de carreiras profissionais a seguir, uma vez que a computação é aplicada em diversas áreas do conhecimento.

 Engenharia da Computação: Esse curso tem muitas semelhanças com o curso de Ciência da Computação. É uma área que trabalha mais com hardware, o que a torna, até certo ponto, também semelhante a cursos como engenharia elétrica. Quem se forma neste curso, torná-se apto a projetar e a implementar sistemas de hardware e software em equipamentos, aplicações industriais, redes de comunicação, entre outros.

 Sistemas da Informação: Esse curso é focado no planejamento e desenvolvimento de sistemas de informação e automação. Além disso, o estudante de Sistemas da Informação recebe preparo para atuar no desenvolvimento e suporte de softwares. Também são aplicados conhecimentos de administração, negócios e relações humanas. O profissional desta área é mais focado em aplicar recursos de informática na solução de problemas das empresas do que desenvolvê-las.

Pelo menos nessa contemporaneidade, o status tecnológico com seus apetrechos, definem os próximos caminhos da tecnologia da informação.

A estreita relação da área com a tecnologia de informação e comunicação não permite definições e delimitações permanentes . A tecnologia da informação e comunicação está em constante modificação e um olhar para o futuro é parte da estratégia daqueles que convivem com seus conceitos e suas práticas.

Uma instabilidade em qualquer dos espaços interligados irá exercer uma tensão modificadora nos demais espaços. Assim, antever transformações é uma condição de sobrevivência para a área de ciência da informação. Em avaliações recolhidas na Internet podemos indicar um futuro, que já desenha seus contornos, e que está baseado em três conceitos básicos :

a) hiper-interatividade - novas formas de interação com maior participação de percepção sensorial no espaço cibernético. Aproximação das ambiências cognitivas e ambiências artificiais. Velocidades mil vezes maior do que as atuais no processo de interação com a informação.

b) hiper-conectividade - o receptor poderá vivenciar espaços de fronteiras abertas, onde a disponibilidade da informação, se avizinhe do todo contínuo. A convivência nos espaços de informação trará a emoção de que se é parte da ambiência de informação, com condições de alterar esta ambiência, como se envolvido nela.

c) Conteúdo - no âmbito da mensagem o conteúdo se molda às condições de assimilação individuais do receptor tanto na sua forma como em suas linguagens de comunicação.

d) Competências - geradores , receptores, organizações e profissionais da área necessitam desenvolver continuamente novas habilidades para atuar na gestão, transferência e recepção da informação. 

Fonte :http://www.infowester.com/col290804.php

               http://www.e-iasi.org/cinfor/rbb.htm


Por ROBERT MARINHO

TG4 - Evolução tecnológica x Políticas públicas

  •     As intensas transformações que vêm ocorrendo na  economia mundial estão forçando os Países, como o Brasil, a buscarem uma nova estratégia de desenvolvimento, não mais baseada nos de recursos naturais herdados que ajudavam a embasar a lei das vantagens comparativas, mas baseada na complexa química entre capital humano, tecnologia e flexibilidade institucional.
  •    As ações desenvolvidas, ao longo das últimas décadas, pelo Governo brasileiro, vêm contribuindo ativamente para a promoção da inserção competitiva da indústria brasileira de tecnologias da informação no mercado concorrencial, através de ações aplicadas nas áreas tecnológica e industrial, voltadas para geração de tecnologias e maior agregação de valor nas cadeias produtivas.
  •          O Brasil vem desenvolvendo uma política estruturante para o setor, apoiada em três pontos fundamentais.

  1. primeiro ponto relaciona-se com o desenvolvimento de bens finais (hardware), buscando a inovação tecnológica;
  2. segundo, está baseado numa política de desenvolvimento de software e
  3. terceiro ponto fundamenta-se na reestruturação e desenvolvimento do setor de Microeletrônica.
  •        As políticas de universalização de acesso, como o Fundo de Universalização das Telecomunicações (FUST), em conjunto com a estrutura produtiva do setor, viabilizarão o uso intensivo pela população das tecnologias da informação, assim como, a disponibilidade destes produtos e serviços permitirão alavancar o desenvolvimento de outros setores econômicos, propiciando,ainda, maiores oportunidades para reduzir as diferenças sociais do País.

TG3-Tecnologia x desemprego

·                    Muitos comentam “a tecnologia está acabando com os empregos”  mas se ela é a vilã, porque nos países com os parques fabris mais modernos as taxas de desemprego não são tão altas? Ok, o robô tira emprego do montador de peça, mas quem monta o robô, quem fabrica as peças deles e quem programa ele? Problemas anteriores, como o sucateamento do parque fabril brasileiro e a falta de estabilidade econômica até poucos anos atrás não têm nenhuma influência no desemprego? A recessão mundial que enfrentamos, principalmente dos Estados Unidos (recessão deles é igual a crise em todo o globo terrestre) também não influencia?

·                    Faltam profissionais na área de TI. Também é uma frase muito falada, mas, querendo ou não, a demanda continua crescendo. Segundo uma pesquisa realizada pela IDC Consultoria, o setor deve criar até 2010 mais de 630 mil novos postos de trabalho em toda América Latina. E para especialistas, o resultado desse déficit é a falta de mão-de-obra qualificada. Ainda de acordo com a pesquisa do IDC, o Brasil será um dos países que mais se beneficiará com a “explosão” do número de empregos. E as maiores oportunidades de trabalho surgirão na área de software.

·                    “Muitas pessoas pensam que ‘sobram’ vagas no mercado de Tecnologia da Informação, mas depois descobrem que, como qualquer outro ramo, esse segmento é competitivo e exige alta qualificação para que o profissional se destaque. Uma área específica como essa exige investimentos na carreira para que os candidatos encontrem uma boa oportunidade de emprego ou estágio’’, destaca Giuliano Bortoluci, que é especialista em Recursos Humanos.

Fonte:http://www.timaster.com.br/revista/materias/main_materia.asp?codigo=1530

http://www.duplipensar.net/artigos/2004-Q4/tecnologia-desemprego.html

Por ROBERT MARINHO

TG2 - Evolução tecnológica x inclusão digital

  • Falando a respeito de tecnologia, tudo muda, mas nem tudo se transforma.. O hardware, por exemplo muda mas não se transforma. Vai evoluindo, migrando de plataforma, mas no final é sempre a mesma coisa: um meio para se chegar a um fim. Com o software também é a mesma coisa: ele é a porta de entrada para um universo de produtividade e comunicação que nada mais fez do que mudar a forma de lidar com as informações. Antes era o papel, agora é um monitor. Há assuntos, no entanto, que por mais que a gente pesquise, escreva, debata, reflita, não mudam. Não saem do lugar. Inclusão digital é isso. Em pleno Século XXI, quando as máquinas já dominam o planeta, quando os meios de produção já se modernizaram e o homem já foi capaz de chegar até à Lua e, agora, realiza viagens interplanetárias em ônibus alugados por milionários, há pessoas que ainda sequer deram os primeiros passos. Nem engatinhando estão: continuam paradas em algum canto do espaço, cantinho (ou cantão) reservado aos que não tiveram e nem têm expectativa de ter contato com as inovações. É assim há décadas e, pelo andar da carruagem, assim será por muitas outras.
  • Inclusão digital no Brasil é um tema tão espinhoso quanto inclusão social. Somos um imenso país de desigualdades exorbitantes, onde as classes A, B e um pouco da C não só comem direito e têm acesso à educação e cultura como podem navegar no mar de conhecimento e comunicação que é a internet. Temos mais de 25 milhões de internautas, mas estes ficam concentrados nas três classes econômicas mais privilegiadas, enquanto as demais continuam no limbo da comunicação, como se ainda vivessem no Século XX. Pior: no início deste. Sem acesso a computadores e, em casos ainda mais graves, sem contato com eletricidade e telefonia.
  • A tecnologia se transformou, os equipamentos e os softwares ficaram mais modernos, nasceu até um universo paralelo virtual, o Second Life, onde toda a Humanidade é nova. Mas nem a este novo mundo os excluídos digitais terão acesso porque precisam de computador para chegar até ele. O futuro dessa gente, se assim continuar, será às escuras. Infeliz Brasil, infelizes nós...
Por ROBERT MARINHO