quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PONTOS NEGATIVOS DA REGULAMENTAÇÃO

A restrição do exercício da profissão na área de informática a detentores de diplomas de alguns cursos não condiz com a realidade, nem no Brasil nem no exterior. Em nenhum país com economia avançada essa restrição existe: Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, Itália, Canadá, por exemplo, não restringem a atuação de profissionais da área. Nossos concorrentes diretos na busca por atração de oportunidades na área de computação e informática, em especial Índia, China, Irlanda e Rússia, também não colocam qualquer restrição à atuação na área. Se a profissão fosse regulamentada na Suíça, Tim Berners-Lee não teria inventado e implementado a primeira versão da World Wide Web, já que ele tem um diploma de Física. Raymond Samuel Tomlinson, com diploma de engenharia elétrica, fosse a profissão regulamentada nos EUA, não teria construído o primeiro sistema de correio eletrônico. Bill Gates, primeiro programador e fundador da Microsoft, não terminou seu curso de graduação em Harvard e não poderia ter trabalhado na área e iniciado a maior empresa de software do mundo. Da mesma maneira, Steve Jobs, contemporâneo de Gates, não teria respaldo legal para projetar e desenvolver os primeiros microcomputadores e fundar a Apple, companhia responsável pela popularização dos computadores pessoais e que é responsável por introduzir inúmeras inovações na indústria de computadores pessoais, como o uso de janelas e mouse, e pela criação do iPod e iPhone.


Fonte: http://si3.inf.ufrgs.br/HomePage/noticias/noti08052.cfm

Perguntas freqüentes sobre a regulamentação do trabalho:

http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-faq.html


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Regulamentação da profissão de informática

De acordo com a SBC(Sociedade Brasileira de Computação, a regulamentação do profissional de informática já vem sendo discutida desde antes da sua criação , em 1978. Ela tem seus princípios de defesa, baseada nos seguintes argumentos:

* 1. exercício da profissão de Informática deve ser livre e independer de diploma ou comprovação de educação formal;
* 2. nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima;
* 3. a área deve ser Auto-Regulada.




O cenário idealizado pela SBC para o exercício das atividades de Informática no País é caracterizado pelos seguintes elementos conciliadores dos diversos interesses da Sociedade e dos profissionais:

* 1. regime de liberdade ao trabalho na profissão de Informática em todo o País;
* competência profissional e posse do conhecimento como principais diferenciais a serem utilizados pela Sociedade e pelas empresas na contratação de serviços profissionais;
* 2. valorização do diploma de cursos superior como instrumento diferenciador de capacidade tecno-científica e indicador de elevado potencial de competência profissional;
* 3. uso do controle de qualidade de produto para garantia da satisfação do consumidor;
* 4. uso da legislação pertinente (Cível, Penal, Comercial, Código do Consumidor, etc) para resolver divergências, punir irregularidades e promover a defesa de direitos;
* 5. sindicatos atuantes para defender os interesses legítimos direitos da categoria profissional;

* 6. conselho de Auto-Regulação atuante para a defesa da Sociedade por meio da vigilância do cumprimento da ética e de defesa da área do ponto de vista político.



É muito interessante observar o ponto de vista da SBC, no que se refere a regulamentação da profissão não somente para os graduados na área,isso seria um diferencial, mas regulamentar a profissão como um todo , abrangindo mais profissionas como ,por exemplo, os técnicos.


Em relação ao projeto que está no senado, de autoria do senador Expedito Junior, a criação de um conselho federal e conselhos Regionais de Informática, são ótimas notícias para a sociedade, que espera ter com isso um futuro a área de infómatica no que se trata de regulamentação.



fontes
http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html

http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=82918

TG6 - Informática: a regulamentação profissional

· A profissão de informática ainda não é regulamentada no Brasil. O que é que isto quer dizer? Que para atuar na área de informática não é necessário fazer um curso formal em alguma universidade. Fazendo uma analogia, é permitir que uma pessoa que não fez curso de Medicina possa atuar como médico.

· O objetivo da regulamentação não é impor uma reserva de mercado, ou seja, só os profissionais graduados que podem atuar na área. Atualmente, temos uma carência grande de bons profissionais da área de informática e fechar o mercado só vai acabar piorando essa situação. Não custa lembrar que o Brasil precisa cada vez mais se modernizar tanto na iniciativa privada quanto na pública, ou seja, o país precisa de profissionais que possam acelerá-lo tecnologicamente.

· Alguém que faz um bom curso de informática tem mais chance de se tornar um profissional de informática com maior competitividade no mercado.

· Entretanto, a regulamentação pode trazer alguns benefícios, como por exemplo a definição de papéis e responsabilidades de cada profissional. Atualmente, algumas empresas querem contratar pessoas que conheçam tudo, desde desenvolvimento em Javascript até configuração de roteadores. As contratações não deveriam ser dessa forma, elas deveriam estar bem definidas e regulamentadas, de forma que um programador não execute atividades de um administrador de banco de dados ou que um analista de suporte não execute atividades de webdesign.

· Enfim, não vai ser uma tarefa fácil regulamentar a profissão. O jogo de interesses é grande e o risco de errar é alto. É mais fácil deixar como está e ir "empurrando com a barriga", do que ouvir a parte interessada e promover uma discussão realmente ampla.

fonte:http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107

http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20080527.php

http://www.infonet.com.br/andres_menendez/ler.asp?id=58599&titulo=andres_menendez



Por Robert Marinho


domingo, 1 de fevereiro de 2009

A inclusão digital

A inclusão digital é um tema extremamente pertinente nos últimos anos. É bem verdade que a evolução tecnológica cresce muito mais rápido que a própria inclusão digital. Mas o que de fato vem a ser essa tão falada inclusão digital? Bem a inclusão digital pode ser entendida como sendo uma maior democratização do acesso aos serviços de tecnológia da informação por parte de todos os cidadãos.


É importante entender que um pessoa "incluída digitalmente" não é aquela que possui apenas um computador, mas sim, uma conexão à internet. Mais importante do que apenas estar incluido digitalmente é saber usufluir de maneira correta da grande rede. No Brasil existe diversos programas de inclusão digital, por exemplo, o de "Computador para todos" implementado em 2005 já registrou cerca de 19000 beneficiados.


Outro ponto interessante em relação à inclusão é o desenvolvimento do Brasil juntamente com o Chamado BRIC, grupo formado por países emergentes (Brasil,China,Rússia e índia) onde as estatisticas mostram bom desenvolvimento do Brasil, principalmente em relação a investimentos nas áreas de T.I(tecnologia da informação) onde cerca de 2% do P.I.B é investido. Isso faz com que o Brasil tenha bons resultados na maior democratização da informação digital,só perdendo para a poderosa China.


Algumas estatisticas merecem destaque:

Portanto é bem verdade que o Brasil tem melhorado nesse assunto, mas ainda existe muito no que aperfeiçoar para podermos de fato ter um inclusão digital total. Mais projetos devem ser feitos na área de T.I,mais educação deve ser dada à nossas crianças e talvez depois disso o nosso Brasil seja de fato o tão falado "PAÍS DE TODOS".



Renan Gurgel.